Inúmeras são as patologias que
acometem a coluna vertebral no âmbito traumato-ortopédico. Dentre as mais
comuns que aparecem nos Studios de Pilates temos as lombalgias mecânicas, as
hérnias de disco, as escolioses e as espondilolisteses.
O Pilates, por ser uma ferramenta
cinesioterapêutica, é bastante utilizado pelos profissionais da área da saúde
para tratamento e prevenção dessas lesões.
As lombalgias mecânicas são dores
na região lombar, podendo irradiar para a região glútea, que costumam piorar
com o movimento e aliviam com o repouso. Tem duração variando de três a quatro
dias, e não possui uma causa aparente. Sendo determinada, então, por uma
disfunção mecânica causada por desequilíbrios musculares, e que deve ser tratada
para que não evolua para alguma patologia mais grave. O Pilates, nesse caso,
terá como objetivo corrigir esses desequilíbrios, que serão determinados na
avaliação, gerar estabilidade de centro, para que não haja reincidência,
aliviando as dores e prevenindo o aparecimento da mesma.
A hérnia de disco é a patologia
da coluna vertebral mais comum nos Studios. Ela é determinada pelo
extravasamento do núcleo pulposo do disco intervertebral, podendo acometer as
raízes nervosas ou não. Para determinarmos isso podemos realizar testes de
dermátomos e miótomos, e verificarmos se há alteração, localizando o ponto de
compressão radicular. Existem alguns paradigmas quando o assunto é a realização
de movimentos nas hérnias de disco. Sendo as mais comuns as hérnias póstero
laterais, alguns autores preconizam a extensão de tronco para o seu tratamento,
enquanto outros acreditam que a flexão da coluna é mais indicada, já que na
prática muitos pacientes relatam alívio dos sintomas neste movimento. Nesse
caso, o que temos que fazer é confiar na nossa avaliação cinéticofuncional, e
trabalhar os movimentos de acordo com os resultados encontrados. Nosso objetivo
no Pilates será buscar o alívio dos sintomas, eliminando, inicialmente, a
memória lesiva que acompanha esse tipo de aluno, evoluindo com exercícios que
trabalhem flexibilidade e mobilidade, e, principalmente, buscar a estabilidade
de centro, para que a lesão estabilize e não evolua, podendo em alguns casos diminuir
ou até desaparecer o material herniado.
Escoliose também é uma disfunção
bastante comum nos Studios de Pilates. Esta é uma disfunção que acomete a
coluna nos três planos, transverso, sagital e frontal, podendo ser um problema
postural ou estrutural. Normalmente se inicia na infância e tem o seu período
evolutivo durante a fase de crescimento. Neste período, também, é onde
conseguimos realizar o tratamento. No Pilates iremos buscar a correção das
disfunções, e mais uma vez estabilizar o eixo axial, para que não haja a
evolução da patologia.
Nas espondilolisteses, iremos
focar o trabalho de estabilização de tronco, já que é uma patologia instável.
Normalmente iremos nos deparar com as anterolisteses (deslizamento anterior da
vértebra), porém podemos ter a retrolistese e a laterolistese também. Na
anterolistese, o movimento de hiperextensão do tronco fica contra indicado, e
temos que tomar bastante cuidado com as compensações. Podemos classificar a
espondilolistese em graus 1, 2, 3 e 4, até a espondiloptose (luxação
vertebral). Ela pode estar acompanhada ou não da espondilólise, que é a fratura
do istmo vertebral.
Essas são algumas das patologias
que abordamos no nosso curso avançado de “Pilates nas Patologias da Coluna
Vertebral”, de forma mais aprofundada, é claro. Outras disfunções também são
abordadas, como as hiperlordoses, as hipercifoses e as retificações. Além
disso, iremos propor uma nova organização de aula, direcionando o trabalho para
as reabilitações, apresentando exercícios específicos para cada caso. É uma
grande oportunidade de melhorarmos nossas aulas, dando para o nosso cliente
cada vez mais qualidade no trabalho e conquistando cada vez mais nosso espaço!

Nenhum comentário:
Postar um comentário