quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Pilates nas Patologias da Coluna


Inúmeras são as patologias que acometem a coluna vertebral no âmbito traumato-ortopédico. Dentre as mais comuns que aparecem nos Studios de Pilates temos as lombalgias mecânicas, as hérnias de disco, as escolioses e as espondilolisteses.
O Pilates, por ser uma ferramenta cinesioterapêutica, é bastante utilizado pelos profissionais da área da saúde para tratamento e prevenção dessas lesões.
As lombalgias mecânicas são dores na região lombar, podendo irradiar para a região glútea, que costumam piorar com o movimento e aliviam com o repouso. Tem duração variando de três a quatro dias, e não possui uma causa aparente. Sendo determinada, então, por uma disfunção mecânica causada por desequilíbrios musculares, e que deve ser tratada para que não evolua para alguma patologia mais grave. O Pilates, nesse caso, terá como objetivo corrigir esses desequilíbrios, que serão determinados na avaliação, gerar estabilidade de centro, para que não haja reincidência, aliviando as dores e prevenindo o aparecimento da mesma.
A hérnia de disco é a patologia da coluna vertebral mais comum nos Studios. Ela é determinada pelo extravasamento do núcleo pulposo do disco intervertebral, podendo acometer as raízes nervosas ou não. Para determinarmos isso podemos realizar testes de dermátomos e miótomos, e verificarmos se há alteração, localizando o ponto de compressão radicular. Existem alguns paradigmas quando o assunto é a realização de movimentos nas hérnias de disco. Sendo as mais comuns as hérnias póstero laterais, alguns autores preconizam a extensão de tronco para o seu tratamento, enquanto outros acreditam que a flexão da coluna é mais indicada, já que na prática muitos pacientes relatam alívio dos sintomas neste movimento. Nesse caso, o que temos que fazer é confiar na nossa avaliação cinéticofuncional, e trabalhar os movimentos de acordo com os resultados encontrados. Nosso objetivo no Pilates será buscar o alívio dos sintomas, eliminando, inicialmente, a memória lesiva que acompanha esse tipo de aluno, evoluindo com exercícios que trabalhem flexibilidade e mobilidade, e, principalmente, buscar a estabilidade de centro, para que a lesão estabilize e não evolua, podendo em alguns casos diminuir ou até desaparecer o material herniado.
Escoliose também é uma disfunção bastante comum nos Studios de Pilates. Esta é uma disfunção que acomete a coluna nos três planos, transverso, sagital e frontal, podendo ser um problema postural ou estrutural. Normalmente se inicia na infância e tem o seu período evolutivo durante a fase de crescimento. Neste período, também, é onde conseguimos realizar o tratamento. No Pilates iremos buscar a correção das disfunções, e mais uma vez estabilizar o eixo axial, para que não haja a evolução da patologia.
Nas espondilolisteses, iremos focar o trabalho de estabilização de tronco, já que é uma patologia instável. Normalmente iremos nos deparar com as anterolisteses (deslizamento anterior da vértebra), porém podemos ter a retrolistese e a laterolistese também. Na anterolistese, o movimento de hiperextensão do tronco fica contra indicado, e temos que tomar bastante cuidado com as compensações. Podemos classificar a espondilolistese em graus 1, 2, 3 e 4, até a espondiloptose (luxação vertebral). Ela pode estar acompanhada ou não da espondilólise, que é a fratura do istmo vertebral.

Essas são algumas das patologias que abordamos no nosso curso avançado de “Pilates nas Patologias da Coluna Vertebral”, de forma mais aprofundada, é claro. Outras disfunções também são abordadas, como as hiperlordoses, as hipercifoses e as retificações. Além disso, iremos propor uma nova organização de aula, direcionando o trabalho para as reabilitações, apresentando exercícios específicos para cada caso. É uma grande oportunidade de melhorarmos nossas aulas, dando para o nosso cliente cada vez mais qualidade no trabalho e conquistando cada vez mais nosso espaço! 

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